terça-feira, 21 de julho de 2015

Capítulo 1 - Estranha?

Capítulo 1
Estranha?
- Max Jerson





- Sério, por que eu tenho que fazer isso?
– Max, eu já disse que é só você entrar na casa dessa garota, ir ao quarto dela e pegar o lápis rosa que pertence a minha irmã.
– Se é tão simples, Jake, então por que você mesmo não vai lá e pega, ou pede para ela te entregar?!
– Cara, a gente já pediu, mas ela não entrega! E esse lápis é o favorito da minha irmã, tem certo valor sentimental.
– E por que você não faz isso?
– Por que essa garota é louca e eu não quero entrar no antro dela!
– E o que te leva a pensar que eu quero?
– Cara, você vai ou não?
– Eu só vou por que não tenho nada melhor para fazer!
E lá vou eu, o garoto novo na cidade de San Diego, entrar no quarto de uma garota que eu não conheço e que a maioria dos adolescentes da cidade a chamam de “A Estranha”. Eu não sou o tipo de garoto que entra em grupinhos ou que zoa alguém por ela ser diferente e tudo mais, eu só vou fazer isso por que é só um lápis e nem é dessa garota que todos chamam de ”A Estranha” e sim da irmã mais nova do Jake.
Então estou certo, eu vou!
Jake me disse que a família dela está viajando, então ninguém em casa. E eu tenho certa facilidade em abrir trancas, então vou em direção à porta da frente. E sempre mantendo meu lema: Não sou ladrão, só tenho facilidades com trancas.
- Abri! Novo recorde, sete segundos! – me vangloriei.
Abri a porta, e, caramba, que casa bonita! Era uma casa bem luxuosa, a escada para o andar de cima era logo à esquerda, tinha um corredor que dava a cozinha - sei por que vi da porta, eu não vasculhei a casa - e tinha uma entrada a minha direita que dava a uma sala de estar bem espaçosa e digamos que aconchegante. Fechei a porta atrás de mim e subi os degraus da escada imaginando que os quartos fossem no andar de cima. Sem fazer muito barulho cheguei ao segundo andar, a primeira porta do corredor tinha uma placa pendurada dizendo “Casal unido para sempre”, provavelmente era o quarto dos pais da garota que eu ainda não sabia o nome, pois quando os meus vizinhos, mais especificamente seus filhos que serão meus futuros colegas de classe, tocavam nesse assunto sempre a chamavam de “A Estranha” e eu só acho que esse pessoal viu muito “Carrie a Estranha”, mas vai que é apenas uma leve impressão.
Na segunda porta do corredor havia uma placa de madeira que só devia estar envernizada escrita com letra de forma “Escritório”, na terceira porta e última, na própria porta com uma letra muito simples e ao mesmo tempo elegante formava o nome Blair, imaginei que fosse da garota estranha esse nome que achei logo de primeira tão lindo.
Entrei no quarto imaginando que seria como o quarto da minha prima Gina, rosa com pôsteres de caras da tevê que as garotas achavam bonito, eu não sei aonde.
Mas não, era um quarto com pôsteres de Maroon5, Paramore e uma banda que eu conhecia das paredes da minha prima, um tal de Big time Rush, jogos como Tekken e alguns animes maneiros. Uma cama de solteiro no canto da parede contrário aos pôsteres ao invés de uma cama de casal no centro do quarto, como era bem normal encontrar nos quartos de garotas. Na mesma parede da cama uma mesinha com um notebook e entre a cama e a parede com os pôsteres uma janela com uma caminha na sacada. Fui entrando e vi também que na parede da porta tinha uma estante do teto até o chão com muitos livros, a estante tomava a parede inteira, se encontravam dispostos vários tipos de livros. De sagas de aventura, romances a clássicos. Notei que uma parte pequena da estante se mantinham cd’s das bandas que estavam na parede e caramba essa garota tinha bom gosto ela escuta Phil Collins e UAU.
Sou rockeiro, mas também escuto outros tipos de música, e a dona desse quarto ganhou uma chance de ser minha amiga apenas pelos cd’s maravilhosos aqui. Abaixei-me pra ver os outros cd’s que estavam atrás dos do Phil Collins.
E aí eu sou tão idiota que fiquei distraído com os cd’s até escutar um grito vindo de outra porta dentro do quarto, que eu não havia reparado até esse exato momento. Mas eu tenho certeza que grito igual a esse eu nunca ouvi.
- SOCORRO, LADRÃO!
- Calma, eu não sou ladrão - me levantei em um pulo e tentei me aproximar.
- Não se aproxime - disse a garota com um taco de beisebol na mão, ou ela era a dona do quarto ou uma ladra, ou talvez estava ali que nem eu, só para pegar a porcaria de um LÁPIS.






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