quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Capítulo 5 - Quero um protetor de tela DELE

Capítulo 5
Quero um protetor de tela DELE
- Blair Montello


- Olá. - ele me disse - Bom dia.
Eu fiquei meio que embasbacada, tipo, o garoto lindo que invadiu minha casa noite passada e que depois me pediu desculpas apareceu na minha casa, de novo, e dessa vez ele bateu na porta e me deu bom dia. Agora eu acho que é realmente um bom dia... Espera, o que foi isso que eu pensei? Não preciso de um garoto para deixar meu dia bom.
– B-b-bom d-dia – respondi, droga, eu gaguejei.
– Tenta de novo, amiga - Amélia gritou da cozinha e o lindão a minha frente abriu um pequeno sorriso no rosto.
Virei-me para cozinha.
– Vai defecar, Amélia! – gritei, eu ia a mandar cagar, mas tenho muita educação para falar assim na frente do lindão.
– É uma boa ideia, talvez mais tarde - ela gritou da cozinha, Carter e o garoto lindo começaram a rir.
– Então... - comecei retornando meu olhar para o lindão na porta.
– Eu posso falar com você, em particular?
– Ui - Amélia e Carter gritaram.
– Já chega, para o meu quarto vocês dois, agora! – mandei.
– Tá bom, cruzes! - falou Amélia já em direção à porta e Carter atrás dela.
– Cruzes digo eu! - falei indignada.
– Desculpa - falaram os dois já ao meu lado e me dando, ao mesmo tempo, um beijo, um de cada lado na bochecha. Viraram-se para o garoto.
– Aí, eu já sei o que aconteceu, por você ter insinuada a idiotice do Jake - disse Carter.
– E se desculpado - completou Amélia.
– Vamos deixar você conversar com a Blair, mas estamos vigiando - disse Carter com a cara fechada.
– Pode deixar! - o lindão disse com as mãos nos bolsos da calça.
Carter e Amélia subiram a escada, devem ter entrado no meu quarto, mas eu não consegui ouvir porta nenhuma se abrindo e nem se fechando.
– Então, pode entrar - falei para o garoto.
– Obrigado, licença - disse ao entrar em minha casa, o que me surpreendeu o menino é educado, mesmo depois de ter invadido minha casa.
– Bem, o que você quer falar comigo? - perguntei me dirigindo a sala de estar, e ele me seguiu até o sofá onde me sentei - Pode se sentar.
– Obrigado. - ele se sentou ao meu lado - Bem, é mais um favor que tenho a lhe pedir.
– E o que eu poderia fazer por você? - perguntei curiosa.
– É que... - ele coçou a nuca e pareceu pensar um pouco -...bom, você é filha de Joy Montello, né?! – concordei com a cabeça - Então, ele é dono da fábrica de cosmético, certo?! – concordei novamente ficando cada vez mais curiosa a que ponto ele queria chegar - Minha mãe é a nova consultora farmacêutica da fábrica do seu pai, então eu...
– Você acha que se eu contar para o meu pai sobre ontem ele irá demitir sua mãe. - completei a linha de raciocínio dele.
– Exato. –ele concordou com um triste sorriso.
– Eu vou contar para o meu pai, é inevitável, não consigo esconder nada dos meus pais. E ele não vai demitir sua mãe, primeiro - fiz um com meu dedo - eu nunca o deixaria fazer isso, segundo - coloquei dois dedos a mostra em minha mão - minha mãe nunca deixaria e terceiro – acrescentei mais um dedo a minha contagem - meu pai irá ficar muito feliz por você não ser um idiota imbecil como Jake e seu grupinho.
Dei um sorriso e completei:
– Meus pais nunca iriam julgar sua mãe pelos seus atos, e também o que você e eu temos a ver com o trabalho de nossos pais?
– Você tem razão, obrigado! - ele deu um leve sorriso, e que sorriso lindo.
Agora em uma realidade paralela onde a Blair é mais ousada ela faria isso:
– Para tudo, fica aí com esse sorriso lindo que eu vou pegar meu celular para tirar uma foto sua e colocar no meu papel de parede, protetor de tela e blá blá blá.
Mas eu sou eu e não fiz isso.
– Bom então eu vou indo - disse ele interrompendo meu sonho bem estranho.
– Sim, claro – concordei balançando a cabeça.
Eu o acompanhei até a porta. Ele estava quase saindo quando se virou
– Obrigado, novamente – ele agradeceu.
– Quê isso, não foi nada!
– E eu gostei da sua blusa.
Olhei para a minha blusa e sorri, por que ele tinha elogiado a minha blusa e também por que estava começando a gostar mais ainda dele, já que para gostar da minha blusa você tem que ser um admirador do sono. Levantei minha cabeça e abri um sorriso.
Ele deu uma risada, segurou meu rosto com uma das mãos e meu deu um beijo na bochecha.
– Tchau e obrigado - e deu mais outro belo sorriso –, nos vemos por aí - e foi embora.
– Tchau - sussurrei
Fechei a porta encostei-me a ela e escorreguei até cair no chão. Eu estava assustada, muito assustada! Um garoto que eu acabei de conhecer me deu um beijo no rosto e eu amei.
POR QUAL MOTIVO?
Eu não sou aquelas garotas bestas que se apaixonam de primeira, não! Para mim você tem que conhecer a pessoa para se apaixonar. Você escolhe por quem se apaixona e ponto final.
Mas por que meu coração está acelerado? Que bosta!
Meus amigos desceram depois que a porta se fechou.
– Nossa! O garoto é bonito, tem educação, o nome dele é maneiro e se preocupa com a família. - disse Amélia se sentando ao meu lado – Blair, apareceu seu príncipe encantado.
– Eu estou aqui, sabia?! - reclamou Carter se sentando no primeiro degrau da escada olhando para gente - Um garoto não gosta de ouvir a namorada falando assim de outro garoto.
– Para de frescura, Carter - falou Amélia com cara de indignada – Você sabe que eu te amo - falou soltando um beijo no ar.
Ele deu um sorriso gigantesco e eu ri de sua cara.
– Que cara de bocó - falei começando a rir.
– Mas então, o que aconteceu para você ficar aí, estática e muda? - Amélia me perguntou.
– Pensei que tinham ouvido tudo. – retruquei.
– Ouvimos, mas não vimos - ela me olhou com aqueles grandes olhos verdes claros, a Amélia é uma loira de olhos verdes sinistros que me assustam muito, olhei para o Carter e ele estava me olhando com um sorrisinho malicioso.
Abaixei a cabeça, e pelas risadas deles eu deveria estar vermelha.
– Ele me deu um beijo na bochecha - disse sem olhar para eles.
– Que fofinho! - falou Amélia com uma voz gentil.
Virei-me para ela
– Amélia, quando o Carter começou a andar com a gente, no primeiro dia ele me deu um abraço e me deu beijo na minha bochecha, fez o mesmo com você – falei - Eu não senti nada, só senti que seriamos amigos, grandes amigos! E você, o que sentiu?
– Eu? - ela fez uma cara de susto por eu ter perguntado sobre isso, eu já sabia a resposta, mas queria ouvir novamente, saber se a minha lembrança era real – Bem, muito nervosismo, um frio na barriga e sei lá, não sei, nervoso? Só depois que eu fui descobrir que era nervosismo, por que eu tinha certo interesse nele, mas por que está me perguntando isso voc...AI MEU DEUS, VOCÊ FICOU NERVOSA?
Escorreguei mais ainda até ficar totalmente deitada no chão
– Eu estou me sentindo um cocô amassado, pisado, pisoteado, devem ter dançado em cima de mim.
Carter começou a rir
– Parece que a Blair esta apaixonada.
– CALA A BOCA, CARTER – gritei -, antes que a Amélia tenha que preparar uma compressa de água fria para o seu olho!
– Tá, foi mal – ele se desculpou.
Amélia começou a rir.
– Neguinho morre de medo da garota aqui, né!
– Por que você nunca experimentou a força dela. - reclamou Carter.
– Sabe do que eu tenho certeza? De duas coisas, a primeira é que eu não estou apaixonada...
– Tá, vamos chamar de você teve um ''bom pressentimento'' sobre ele - disse Amélia me interrompendo.
– Eu realmente prefiro assim - disse me levantando.
– E qual é o segundo? - Carter me perguntou.
– Que eu quero comer pipoca DOCE – sai gritando em direção à cozinha que nem uma maluca e os dois lerdos me seguiram gritando atrás de mim.
Ficamos conversando e se enchendo de tanto doce, ás 17horas o Carter teve que ir trabalhar, ele trabalhava em uma pizzaria como entregador desde mais novo. Ele levou a Amélia para casa e eu fiquei sozinha em casa. E aí só consegui pensar na raiva que estou sentindo por ficar nervosa com o beijo na bochecha que ganhei daquele garoto, que raiva!
O meu celular começou a tocar Ignorance do Paramore e eu fui verificar de quem era a ligação enquanto ia pulando até o celular.
– Arô - sim, minha forma de atender as ligações ás vezes é um pouco diferente.
– Querida, como estou com saudades! Você está bem? - minha mãe perguntou, ela me liga todos os dias desde que viajou.
– Oi, mamãe, estou bem sim e a senhora e o papai como estão?
– Estamos ótimos, querida, mas estamos com saudades - dessa vez foi meu pai que se pronunciou.
– Oi, papai, também estou com saudades!
– E aí, o que andou fazendo? - perguntou minha mãe.
E esse foi o momento que eu contei tudo, cada detalhe, e até sobre o beijo. Só não contei que fiquei envergonhada e nervosa, isso eu contaria apenas para minha mãe.
– Muito bem - disse meu pai –, hora de chamar a polícia.
– Para com isso, Joy, o garoto pediu desculpas.
– Sim, ele foi muito educado – falei.
– Pelo que parece você ganhou mais um amigo, querida. – minha mãe disse deixando transparecer sua alegria na voz.
– Ela está ótima apenas com Amélia e Carter - disse meu pai com um ar de preocupação – E aqueles outros dois da escola, os que se vestem de preto.
– Stella e David - eles são outros amigos meus, eles são meio que darks, mas são super gente boa demais – Sim, eles também são maneiros.
– Ah, para com isso Joy! Nossa filha mora há três anos em San Diego e nem tem amigos direito. Graças aquele garoto idiota, lá em San Francisco ela tinha muitos amigos.
– Ainda tenho, eu apenas não os vejo todos os dias – esclareci.
– Ouviu, Joy, nossa filha precisa de mais amigos - falou minha mãe - E se chegou um garoto novo na cidade que achou a nossa filha legal e quer ser amigo dela nós temos que apoiar.
– Eu ainda apoio a ideia de jogar o Jake em um valão de New Orleans - disse meu pai.
– Eu também – exclamei.
– Que bom que eu não apoio e também não permito. – minha mãe falou e bufou.
Comecei a rir.
– E vocês, o que estão fazendo? – perguntei. Dessa vez meus pais viajaram para o Hawaii, eles me contaram várias coisas e eu ri muito.
– É melhor você ir dormir, querida - disse minha mãe após terminar o show de horrores de suas aventuras com meu pai- daqui a onze dias estaremos de volta! Mas se acontecer alguma coisa telefone, ok?!
– Ok, mãe - falei bocejando - Boa noite, pai e mamãe, beijos.
– Boa noite, querida, beijos - disseram os dois juntos e desligaram.

Tomei um banho no banheiro do andar de baixo, o que não tem banheira. Coloquei a mesma roupa de antes e dormi como uma pedra bem grande na cama.

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