quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Capítulo 11 - Cadeira do King Kong

Capítulo 11
Cadeira do King Kong
- Blair Montello

Depois que Max e Carter foram embora fiquei um bom tempo jogada no chão pensando no que aconteceu desde que abri meus olhos, e eu descobri que foi um dos dias mais loucos da minha VIDA.
- Preciso da minha mãe. – falei desesperada.
Levantei com certa dificuldade, mas levantei, e subi correndo as escadas. Peguei meu celular e liguei.
- Esse número está desligado ou fora da áre...
- CALA A BOCA – gritei jogando o celular na cama.
Deitei-me na minha cama e pensei, pensei e pensei e decidi que penso muito. Aí pensei mais um pouco, forçando a minha mente ao máximo.
- Amélia – exclamei levantando.
Fui até o meu armário e peguei um short jeans, rolou a maior dificuldade para fechar o botão, mas consegui.
Desci, desliguei o DVD e guardei o refrigerante. Peguei o pacote de Ruffles que estava na metade e fui para locadora. Tranquei a porta e no caminho liguei para Amélia.
- Alô – atendeu com uma voz desanimada.
- Oi, estou indo para locadora agora.
- Amém, depois que o Carter saiu chegou umas garotas chatas aqui, de no máximo 12 anos – ela falou com nojo – E estou falando de vocês mesmo suas chatas, e não olha assim pra mim, não.
- Estou indo para expulsa-las – falei rindo.
- Estou te esperando ansiosamente.
Despois de um tempinho andando consegui chegar a locadora e me preparei para dar uma de maluca.
- OI – entrei gritando.
- OI – Amélia gritou do balcão, detalhe que o balcão fica no fundo da loja e eu estava na porta, ou seja, eu estava gritando bem longe de Amélia, pois a loja é grande.
- COMO VOCÊ ESTÁ, AMIGA?
- ÓTIMA – ela gritou, nesse último grito umas garotas com cara de palhaço, de tanta maquiagem, saíram reclamando.
Andei até o balcão e me sentei nele junto com Amélia, suspiramos juntas.
- Sempre funciona – dissemos juntas e começamos a rir.
- Essas pessoas tem um preconceito com gente escandalosa – Amélia falou rindo.
- Que horror. – concordei.
E começamos a rir novamente, entreguei o pacote de Ruffles para ela, que abriu com os olhos brilhando e começando a devorar as pobres batatas.
- Então, qual é a novidade sobre o Max? – me perguntou com a boca cheia de batata.
- Como sabe que é sobre o Max? – perguntei surpresa.
- Por que desde que ele chegou, e isso só faz três dias, ele tem mudado seus sentimentos, Blair.
- Tem nada – falei com convicção.
- Blair, eu te conheço e mesmo que você amasse um garoto você é do tipo de pessoa que sabe controlar seus sentimentos. Você não fica nervosa nem nada, sabe esconder perfeitamente.
Quando ela falou isso eu reparei que não conseguia fazer nada disso na frente do Max. Por quê?
Desci do balcão e fui para trás dele, e me sentei no chão.
- Amélia, e se eu te dissesse que eu não consigo fazer nada disso na frente do Max – eu disse olhando para o chão.
Quando levantei a cabeça Amélia estava com a cabeça virada para mim e com a boca aberta caindo às batatas.
Ela desceu do balcão e se sentou ao meu lado.
- Vamos logo, conte tudo.
Contei tudo, todos os detalhes, tudo que senti e mostrei o ferimento para ela. Ela me olhou carinhosamente e sorriu.
- Você gostou dele. Só isso! Não vamos antecipar nada, ok?
- Ãrrã. – concordei encolhendo minhas pernas e as segurando contra meu peito.
- Ele, com certeza, será um ótimo amigo, tá bom! Mas eu fico feliz dele ter te tratado tão bem.
- Valeu, mas o que você quis dizer com antecipar as coisas?
- Cara, se eu fosse aquelas patricinhas sem cérebro, eu diria – ela jogou o cabelo pro lado e fez uma cara de nojenta – amiga ele está super apaixonado por você, ele só não se declara por que ele quer se declarar em um jantar super mega power romântico, miga.
Começamos a rir que nem loucas, se Amélia quisesse ser uma idiota sem cérebro ela saberia fingir muito bem, mas acho que ela não aguentaria tal pressão.
- Valeu, amiga – falei a abraçando.
- Agora vamos levantar antes que roubem a locadora e eu leve a culpa toda.
Levantamos rindo, mas com um grande nervoso estampado na cara. Nada tinha sido roubado, até onde sabemos.
- A locadora fecha que horas hoje? – perguntei me sentando na cadeira atrás do balcão.
- Às 20 horas. O Carter disse que vem depois da reunião – ela disse e de repente brotou um sorrisinho no rosto dela.
- Que sorrisinho e esse?
- Será que ele vai trazer o Max? Sério te amo muito, mas quero ver você nervosa.
Dei um chute nas pernas dela, bem nas dobras dos joelhos. Ela caiu de bunda no chão.
- Ai – ela gritou
- Bem feito
- Você vai me pagar – ela se levantou rápido e foi até o celular dentro da bolsa atrás de mim.
- Alô, Carter, você trás o Max pra cá?...É para ele conhecer melhor a cidade e saber onde fica nosso point ... Tá bom, beijinhos – falou e desligou – Há, vingança baby.
- E o que tem o Max vir pra cá? – tem tudo, mas ok, mas tenho que mostrar dignidade.
Perguntinha: QUE DIGNIDADE?    ELA SABE DE TUDO!
- Essa é minha Blair – ela disse rindo – sempre escondendo o jogo.
- Que jogo? - nos viramos para porta e lá estava Carter se direcionando a nós, e Max ainda passando pela porta.
- Oi - Amélia disse indo até Carter e lhe dando um beijo na bochecha.
- Oi gente - disse acenando, quando fiz isso parece que Max percebeu minha presença e abriu um sorriso, o que me fez lembrar de sua mensagem.
''Volto o mais rápido possível''
Ele ainda estava olhando para mim, o que me fez pagar um dos king kongs da minha vida, caí da cadeira e eu acho que estava babando, DE NOVO.
- Blair - Carter me chamou
Os três apareceram no balcão olhando para mim, que estava caída muito desconfortavelmente por cima da cadeira, que ainda tinha suas rodinhas rolando. Amélia veio e me ajudou a levantar.
- Você está bem? - Carter perguntou com uma imensa cara de preocupação.
- Estou, relaxa eu so..
É fui interrompida por risadas vindas de Carter e Amélia.
- Vocês me pagam - falei com um sorrisinho diabólico no rosto.
- Você tá bem mesmo? - Max me perguntou
- Estou sim - falei - OBRIGADA PELA REAL PREOCUPAÇÃO- gritei para os palhaços que ainda estavam rindo.
- Fala aí - começou - Nossa, espera deixa eu me recuperar - ela disse e começou a respirar fundo por que ainda estava rindo – Fala aí, sobre o que foi a reunião com todo o pessoal?
- Que foi com todo pessoal nada! O Charles e o maior mentiroso, só quem estava lá era eu é o Max. Ele queria avisar que a Diana vai ser transferir para nossa escola, é que e melhor eu receber ela de braços abertos.
- Mas por que ela tá se transferindo? – perguntei me sentando novamente no balcão, onde Carter me acompanhou, Amélia se sentou na cadeira do King Kong e Max se encostou em uma parede ficando de frente para gente.
- Bem, o Charles disse que ela fica muito cansada estudando e trabalhando ao mesmo tempo, mas ela e teimosa e não larga o trabalho de jeito nenhum, então já que a escola dela e longe e a mais próxima e a nossa aí BUM e a nossa mesmo.
- Ela está em que ano? – perguntou Amélia
- Sei lá!
- 2° ano – respondeu Max.
- É verdade, é 2° ano mesmo – Carter confirmou.
- Que pena, ela não fará parte das nossas aulas – falei.
- Pensei que ela não gostasse de você – disse Max.
- Por que você acha isso?
- Por que ela disse que houve uma vez que ela invadiu sua casa.
- Não, não. Ela invadiu minha casa por que eu estava de fone e estava esperando pizza. Aí ela ficou impaciente e invadiu minha casa para entregar as pizzas, somente isso.
- Então ela é sua amiga?!
- Não exatamente, estamos mais para ela não me odeia é eu não a odeio. Mas com certeza ela odeia o Jake mais que eu, e nem me pergunte o por que.
- Ela vai e me estressar, isso sim eu tenho certeza. – falou Carter já esfregando a testa.
- Por que vai te estressar? – perguntou Max
- Por que meu querido novo amigo Max – começou Amélia saindo detrás do balcão – o senhor Carter aqui e um conquistador e Diana e uma de suas fies seguidoras, ela tenta mostrar que não tem nenhum interesse nele, mas eu já percebi faz tempo que ela tá de olho no Carter. Eu só observo tá, senhor conquistador! – terminou Amélia e eu só ria.
- Tá com ciúmes senhorita? – Carter perguntou descendo do balcão.
Amélia deu uma risada sarcástica
- Eu ficar com ciúmes, claro que vou. Se você quisesse ela não estaria comigo – falou Amélia cruzando os braços.
- Com toda certeza eu não quero ela – respondeu Carter dando um beijo em Amélia.
- Mas então né e melhor eu ir nessa – falei saindo de cima do balcão – e a partir de hoje mesmo que eu telefone desesperadamente para vocês, nada de ir para minha casa ouviram? Eu vou estudar muito!
- Sim, senhora – respondeu Carter e Amélia juntos batendo continência.
- Quer que eu te leve? – Carter me perguntou.
- Não, tá ok.
- Eu te acompanho – falou Max se desencostando da parede e vindo em minha direção – a sua casa e no caminho da minha mesmo – ele deu de ombros.
- Então tá – abracei Carter e Amélia – tchau, gente.
- Tchau – eles disseram juntos.
- Até – disse indo em direção à porta.
- Tchau – falou Max para eles e veio atrás de mim.
Chegando do lado de fora ele puxou assunto, o que foi esquisito.
- E aí, terminou de ver o filme Blair?
- Não, logo que você foi embora eu vim para locadora – respondi.
- Entendi – disse por fim.
- Está ansioso? – perguntei para não ficar aquele silêncio.
- Para que? – ele me olho de canto de olho e ergueu uma sobrancelha
- Para o começa das aulas, faltam o que, nove dias, né?!
- Acho que dez.
- Mas você está ansioso ou não?
- Um pouco, mas só falta uns cinco meses e aí vamos para a faculdade.
- É verdade – disse parando de andar
- O que foi?
- É que... Caramba a gente vai para faculdade né, tipo a gente vai ficar longe da nossa família. Poxa eu não sei se eu vou aguentar não – explodi levantando a cabeça indignada – Eu quero fazer faculdade, mas será que vou aguentar, será que vou ser capaz e ...
- Caramba – Max disse me interrompendo – você realmente pensa demais. A gente ainda tem muito tempo para pensar nisso, relaxa. – eu assenti – Quer um sorvete?
- Você realmente sabe mudar muito rápido de assunto!
- Sei sim, vai querer o sorvete ou não? – me perguntou novamente
- Você que vai pagar?
- Sim
- Obvio que aceito
Ele deu uma risada e se direcionou a sorveteria em frente, eu nem sabia que tinha parado de frente a uma.
Entrei logo depois dele. Vou te contar hein, ô sorte grande que tenho. CARACAS DO SUVACO, NA MORAL!
Todas e quando eu digo todas era TODAS as líderes de torcida da minha escola estavam naquela linda e maravilhosa sorveteria que eu pretendo nunca mais ir. Não tenho medo das doentes, só que eu odeio que fiquem me olhando é era o que elas estavam fazendo.
Cheguei até o balcão é acho que Max já estava fazendo o pedido.
- O que vai querer Blair? – Max me perguntou
- Oi? – ainda estava no transe “Blair quer fugir daqui!’’.
- O que você vai querer Blair? – perguntou a atendente de um modo grosseiro e meu nome não ficou tão bonito quanto na voz do Max... OK PAREI.
Quando olhei para cara dela eu entendi completamente a grosseria.
- Vai querer o que? – ela perguntou impaciente
- Uma bola de flocos e uma de menta.
Ela digitou, Max pagou e fomos pegar os sorvetes, quando Max já estava se direcionando para uma das mesas segurei a mão dele.
- Por favor, vamos comer andando! O lugar não esta dos melhores!
- Ok, tanto faz.
Quando estávamos do lado de fora até respirei melhor
- Tirando a atendente que foi grosseira com você o lugar era maneira
- Ela ser grosseira comigo e tudo raiva – comecei a rir – todo ano eu escrevo uma foto do Carter no concurso de fotografia da escola, e todo ano ele vence. É essa garota e fotografa oficial da escola, mas ela nunca vence o Carter. - ri mais anda – Carter dó não e o fotografo oficial por falta de tempo, pois já ofereceram a vaga para ele.
- Então o Carter e fotografo amador?
- Isso mes.... AAAAAAAAAAAAAH – comecei a gritar, e cai de joelho no chão, mas obvio segurei o sorvete. Foi com o dinheiro dos outros tem que valorizar.
- O que foi? – Max me perguntou se abaixando
- Sorvete demais para dentro, congelei o cérebro - respondi me levantando com sua ajuda.
- Você é muito dramática!
- Sou nada – disse já colocando mais sorvete para dentro – enfim, também tinha todas as líderes de torcida da escola lá dentro, e eu odeio que fiquem olhando para mim de cara feia, me dá raiva.
- Já tô sabendo – disse se referindo a ficar me encarando.
- É verdade, você sabe – falei com um sorrisinho, o olhei de canto e lá estava os olhos azuis.
- Chegamos – ele anunciou
-Já? – perguntei me virando para minha casa, e realmente tínhamos chegado.
- Foi rápido, né?!
- Foi. – concordei – Então até daqui a 10 dias ou algo assim.
- Até – ele me deu um beijo na bochecha e antes de se afastar foi até meu ouvido – cumpri minha palavra – sussurrou e se afastou
É a Blair aqui com cara de BOCÓ novamente!

Entrei na minha casa e liguei para o casal da locadora para avisar que havia chegado, eles ainda me zoaram por eu ter ido à sorveteria com Max e eu desliguei na cara deles. Logo depois meus pais ligaram e nós conversamos um pouco, depois do bate papo todo eu hibernei pelo resto do dia.

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