quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Capítulo 15 - Dona do vagalume

Capítulo 15
Dona do vagalume
- Blair Montello


-Er... Oi, Max - falei tentando sorrir não tão esquisito.
- Bom dia, Blair - ele disse sorrindo e se virou para meu pai - Bom dia, senhor Montello, é um prazer conhecer o senhor - ele disse indo apertar a mão de meu pai.
E meu pai apertou até meio surpreso.
- Olá, Max, não é? - meu pai perguntou correspondendo o aperto de mãos.
- Isso mesmo, senhor - ele falou largando a mão do meu pai.
Minha mãe veio para perto de mim e do meu pai, estávamos todos de pé.
- Ele é muito educado - minha mãe sussurrou ao meu lado - Gostaria de tomar café conosco, Max? - minha mãe o perguntou.
- Não, muito obrigado. Eu só vim mesmo buscar a Blair para irmos à praia, meu irmão esta aguardando no carro.
- Entendo, então tomem cuidado e divirtam-se - minha mãe falou sorrindo .
- Então vamos, Max - falei indo até ele - Tchau mãe, tchau pai - mandei um beijo para cada e segui o corredor.
- Juízo - minha mãe gritou.
- Qualquer coisa ligue - meu pai gritou.
Eu me virei pela última vez para eles colocando minha mão na cabeça em forma de arma e tentando me matar, mas a arma não funciona e eu começo a bater nela, no caso na minha mão. Eles riram, enquanto isso Max abriu a porta e saiu logo eu o segui, fechei a porta e suspirei.
- Calma - ele me disse chamando minha atenção -, vou te provar que praias são maneiras.
- Você ainda tem essa esperança? – perguntei.
- Você mesma que disse que devemos pensar grande, em coisas grandiosas - ele se aproximou do meu rosto -, estou pensado.
Eu dei um passo para trás, ele demorou uns segundos e se afastou indo em direção ao carro. Quando ele se afastou eu soltei o ar, eu nem tinha percebido que estava prendendo a respiração.
Fui atrás dele e o banco da frente estava vazio, ô DROGA.
Abri a porta e me sentei, quando virei para falar com o Dan.
- Surpresa - Sofh gritou sorridente
- Sofh? O que você está fazendo aqui?
- Bem, o Dan me convidou para vir com vocês - eu olhei para Dan rindo e depois me voltei para Sofh novamente - Mas por causa do Jake eu não viria, só que aconteceu uma coisa perfeita. Meus pais tiveram que ir com ele na cidade vizinha, e só voltaram na segunda de manhã, ou seja, eu estou livre - ela disse sorrindo e batendo palmas. Enquanto o Dan a observava sorrindo, ele parecia com o Max dessa forma, mas seu rosto mostrava mais seus sentimentos. Já o Max não mostrava nada, pelo menos eu não conseguia ver nada naquela cara bonita dele.
- Isso é muito maneiro, Sofh - falei rindo, retirei meus óculos e o pendurei no decote da minha bata.
- É sim, muito maneiro - Dan falou sorrindo.
- Sim - Sofh concordou o encarando, eles ficaram assim por um tempo até que os dois desviaram os olhos.
- Então né... - me virei para frente e Max estava dando partida no carro - Aí, por que o Carter não veio me buscar?
- Parece que deu problema no carro do David e a Stella se recusa a sair do carro, então o Carter e a Amélia foram buscar eles.
- A Lily já está com o Carter?
- Acho que sim - ele me respondeu.
Eu fiquei em silêncio o caminho todo, só ouvindo Dan e Sofh conversarem sobre filmes e música.
- Chegamos? - Dan perguntou quando reparou que o carro havia parado.
- Chegamos - confirmei me afundando no banco. Sofh e Dan logo saíram do carro e foram em direção à praia.
- Ei - Max me chamou -, se quiser que eu te leve para casa eu levo.
- Minha mãe não vai me deixar entrar se eu não estiver com o cabelo duro e encharcado de sal.
- A gente arranja sal no caminho - ele propôs rindo. Eu me virei para ele e ri - ,e aí? Vai querer o desafio ou vai querer saber como uma praia pode ser legal?
- Você realmente tem sonhos - falei tirando o cinto e saindo do carro.
Quando o Max saiu do carro e o trancou o carro de Carter estacionou ao lado.
- Blair!- Lily saiu correndo do carro e pulou em mim.
- Oi minha linda! Tudo bem? - me abaixei para abraça-la.
- É esse aí? - ela perguntou olhando para Max - É ele que te deixa nervosa? - ela sussurrou.
- Ãrrã – concordei.
- Ele é bonito.
- Sim querida, mas bico calado, hein! – falei.
- Pode deixar - ela falou sorrindo.
- Oi, Blair - Amélia saiu sorridente do carro vindo me abraçar.
- Pode parando aí, eu ainda estou pensando se vou te perdoar ou não - falei com a mão em minha frente a impedindo de prosseguir.
- Desculpa - ela pediu com bico.
- Tá bom, não consigo guardar rancor - ela me abraçou e se afastou rápido.
- Então, como estou? Está feio? - ela perguntou se olhando. Ela estava com uma canga amarrada na cintura indo até seus pés, e o seu biquíni amarrava no pescoço e era azul com listras brancas.
- Amélia você está linda como sempre, mas com esse biquíni você tá fazendo uma homenagem aos marinheiros.
- Essa foi à ideia - ela olhou para mim radiante.
- Sério? Eu só estava zoando! - falei com o olhar estranho, que menina doente.
- Eu quis fazer uma homenagem ao meu tio Tony que é marinheiro - ela disse sorrindo.
- Jesus - falei chocada.
- Amélia, ela não quer sair do carro - Carter informou.
- Ela quem? - Max perguntou, ele estava encostado no carro só um pouco distante de mim.
- A Stella - David respondeu, ele estava do lado de fora do carro com a porta de trás aberta – Ok, Stella, hoje eu concordei em vir para esse - ele respirou fundo tentando controlar sua língua - praia - falou forçando os dentes - então eu vou "curtir" ela, e você vai vir comigo entendeu? Agora você decide se é por bem ou por mal!
Não ouvimos resposta nenhuma.
- Então é por mal - ele se enfiou no carro e trouxe uma Stella muito emburrada no ombro.
- Me solta, David - Stella gritava e socava as costas dele - Que porcaria.
Fomos rindo em direção à praia, onde Sofh e Dan estavam sentados em uma canga conversando, provavelmente a canga era daquela bolsa, que eu não sabia que Sofh estava carregando.
Amélia pegou da sua bolsa uma canga e estendeu na areia onde Lily se sentou e David colocou Stella sentada. Ela se encolheu toda no centro da canga, David pegou o guarda-sol que Carter tinha trazido com ele e abriu e colocou em cima de Stella.
- Eu odeio vocês - Stella falou se ajeitando.
- Você me odeia, Stella? - David perguntou divertido, ela o fitou e ele se abaixou.
- Run - ela soltou e começou a passar protetor solar.
- Oi, Sofh - Amélia disse reparando em Sofh.
- Oi, Amé - ela disse sorrindo, Amélia sorriu com o apelido.
Sofh ao contrário da gente estava com uma bermuda jeans e uma blusa azul clara por cima do biquíni, até a Stella estava mais estilo praia, ela usava uma bata como a minha só que preta e com detalhes em dourado. Os meninos estavam quase todos iguais, com camisetas e bermudas jeans.
E a nossa pequena Lily usava um maiô rosa com um lacinho como cinto.
- Vamos pra água Lily? - Carter perguntou.
- Vamos - ela gritou em resposta.
- Vai vir Amélia? - ele perguntou.
- Vou pegar um Sol antes - ela disse se deitando em outra canga, quantas cangas essa menina tinha na bolsa? Eu me sentei ao lado de Stella de baixo do guarda-sol.
- Eu vou - David disse.
- A gente também - Sofh disse tirando a bermuda e a camisa deixando Dan meio tonto - Você vem, né, Dan?!
- Claro - ele sorriu e foram todos para água, e Amélia fechou os olhos e ficou deitada.
- Eu pesquisei um pouco sobre essa praia, descobri que existem umas rochas que formam uma gruta mais pra lá - ele apontou o local - topa?
- Ok, eu topo - ele estendeu a mão e me levantou.
- Aonde vocês vão? - Stella perguntou.
- Para um lugar que dá pra ver melhor o Sol - Max falou.
- Vão em paz!
Começamos a caminhar na direção que ele tinha apontado.
- É sério isso? – perguntei - A parada do Sol.
- Em parte sim.
Continuamos andando em direção as rochas que ficavam no final da praia, chegamos ate mais rápido do que imaginei.
- E agora?
- E agora temos que subir naquela rocha - ele apontou pra rocha principal, a maior.
- Isso que você chama de divertido em praias?
- Ainda não chegamos à parte divertida.
Começamos a subir a rocha, pelo jeito tinha gente que subia com frequência, pois havia um tipo de estrada. Depois de um tempo subindo finalmente chegamos ao alto.
- Realmente daqui dá pra ver o Sol melhor, infelizmente.
- Verdade - ele afirmou tirando a blusa, e admito que tive vontade de gritar "LINDO", mas me controlei.
- Então né, por que você...
- Pra mergulhar! - ele afirmou me interrompendo.
- Mergulhar, entendi... Espera, mergulhar onde?
- Aqui - ele apontou para o mar, a gente deveria estar a uns 20 metros de altura e ele queria pular?!
- Tá me zoando?
- Não - falou e pulou, ele gritou de alegria até afundar na água, se levantou - vem logo!
- Você é maluco - falei rindo.
- É você está louca pra mergulhar.
- Ok, admito.
- Então pula logo.
Tirei minha bata e me preparei.
- Vou pular – gritei.
Ele estava de boca aberta olhando pra mim, ficou piscando por um tempo.
- Tá - falou depois de um tempo
Fiquei meio constrangida com a reação dele ao me ver de biquíni, mas eu realmente queria muito pular. E pulei gritando que nem uma louca morrendo, a sensação é muito incrível! Parece que você está voando, mas você só está caindo.
Quando me choquei contra a água meu corpo estremeceu, a água estava muito gelada, ESTAVA GELADA PRA CARAMBA!
Comecei a subir.
- UHUL - gritei - isso foi muito show!
Max começou a rir.
- Eu realmente amei - comecei a rir enquanto colocava o cabelo para trás.
- Vem, vamos ver se realmente existe uma gruta ali.
- Como você sabe da gruta? - perguntei enquanto nadávamos.
- A mãe do Ben é guia turística, ela conhece todas as praias de San Diego, inclusive essa, a La Jolla Cove, aliás, esse nome é engraçado. Enfim eu perguntei sobre - ele me respondeu devagar já que estávamos nadando. - Chegamos - ele avisou parando de nadar e subindo em um tipo de rocha, a gruta realmente existi.
- Me de sua mão - ele me estendeu o braço quando conseguiu subir.
Eu segurei sua mão e ele me puxou sem nenhuma dificuldade, só que quando eu ia apoiar meus pés na rocha eu escorreguei, Max me segurou colocando seus braços ao meu redor. Ficamos bem próximos um do outro, e novamente eu pude admirar seus olhos azuis que pareciam estar mais intensos hoje.
- Obrigada - falei me segurando em seus ombros. Ele se aproximou um pouco mais de mim, coisa que eu nem sabia que era possível por que nós já estávamos PRÓXIMOS DEMAIS.
- Não foi nada - ele respondeu andando para trás e ainda me segurando. Ele me soltou bem devagar, logo que ele fez isso eu dei a volta nele e entrei na gruta.
- Então essa é a gruta? É linda. - falei a observando.
- Sim, é muito bonita - Max disse já ao meu lado, fiquei nervosa quando ele chegou próximo de mim novamente e comecei a andar.
Toquei as paredes da gruta, as paredes eram brilhantes parecendo que tinham pedras preciosas impregnada nelas.
- Olha isso - Max me chamou para uma parte mais a frente na gruta.
- O que? - perguntei, ele tampou minha boca.
- Silêncio - ele sussurrou e tirou a mão da minha boca e me mostrou em uma parte escura tinham estrelinhas voando, os pequenos vagalumes.
- Que lindo - eu falei sorrindo, olhei para Max que tinha um sorriso desenhado em seus lábios.
- Isso é mais bonito ainda - ele disse e bateu as mãos um contra a outra apenas uma vez. As luzes se apagaram e começaram a voltar bem devagar, mas com a mesma beleza de antes - Já pegou vagalumes? - ele me perguntou.
- Não, eu nunca fui uma americana normal que pega vagalumes. Sinto muito.
- Sempre tem a primeira vez, quer tentar?
- Quero - ao responder ele foi para trás de mim e segurou minhas mãos. Ok, tem como mudar de opção?
Ele se esticou me fazendo ir junto, ele fechou minha mão ao redor da dele e trouxe de volta, saiu de trás de mim e sorriu. Apontou para minhas mãos fechadas em forma de concha, eu abri devagar e vi a coisinha brilhante e fofa nas minhas mãos
- É tão bonito! - falei.
- É sim - ele concordou olhando para mim.
Eu soltei o vagalume e ele voltou para o grupo dele, voltando a brilhar como uma constelação completa agora.
- Quando eu tinha dez anos meu pai levava eu e Dan todo fim de semana para acampar, - ele me disse se sentando no chão, eu o acompanhei só que sentando um pouco distante. - ele gostava de levar um vagalume para minha mãe dentro de um pote de vidro, a gente sempre soltava o vagalume depois, mas ele dizia que aquele vagalume durante a viagem era a única luz do coração dele.
- Representava sua mãe - falei apoiando minha cabeça nos meus joelhos que estavam encolhidos e envolvidos pelos meus braços.
- Sim, ela não gostava de acampar, mas meu pai sempre carregava o vagalume representando ela. Quando chegávamos em casa ele dava um beijo nela e entregava o vagalume dizendo "você e minha única luz", minha mãe abria o pote e libertava o vagalume enquanto sorria.
- Que lindo - falei sorrindo.
- Eu invejo isso no meu pai - ele disse se apoiando nas mãos atrás dele e olhando para cima -, ele realmente sabia conquistar alguém.
- Você acha que não sabe? - ele olhou para mim e sorriu.
- Eu espero descobrir logo - ele sorriu largamente e voltou a olhar para cima - Sinto saudades dele, muita mesma. Ele saberia me dizer o que fazer e como agir.
- Tenho certeza que ele estaria orgulhoso de você – garanti.
- Como sabe? Você nem conheceu ele.
- Quem não estaria orgulhoso de um filho que faz de tudo para apoiar a mãe e o irmão? Que se esforça ao máximo para ter bom caráter e ser honesto. Eu estaria! – falei.
Ele sorriu.
- Acha que sou isso tudo?
- Você é Max - falei sorrindo -, a prova disso é que você é meu amigo.
- Não, acho que sou muito egoísta!
- Por que você acha isso?
- Algumas coisas eu queria ter só para mim - ele me encarou - mesmo que seja muito recente, parece que eu me apego muito fácil às coisas que gosto. E como um bom egoísta que sou, eu quero só para mim.
- Para proteger?
- Também.
- Então não é egoísmo, você só quer ter certeza que vai estar protegido, que com você vai estará seguro.
Ele sorriu e olhou novamente para o teto. Dessa vez eu o acompanhei, o teto era banhado com aquelas pedrinhas que tinham nas paredes, mas no teto eram muitas pedrinhas. Estava perfeito, sorri ao observar aquilo.
- Quer uma?
- Uma o que? - perguntei confusa.
- Uma pedrinha - ele falou se levantando.
- Como vai pegar?
- Eu me viro - ele se apoiou na parede e pulou alcançando o teto - Viu, me virei bem.
Ele veio até onde eu estava sentada e me entregou uma pedrinha branca, ela parecia àqueles desenhos de flocos de neve.
- Obrigada – agradeci e o olhei, ele estava sorrindo.
- O que foi? - perguntei rindo e me levantando.
- Quando te dei a pedra, você parecia uma criança que acabou de ganhar seu primeiro presente.
- Tá bom, eu pareço uma criança. Agora para de rir.
- Desculpa! - ele disse levantando as mãos no ar - O Ben me disse que tem um caminho daqui que a gente chega à metade daquela rocha principal.
- Então vamos.
Fomos para fora, a nossa esquerda tinha uma estrada estreita que dava em outra rocha, seguimos ela e conseguimos chegar à rocha principal. Minha bata e a blusa do Max ainda estavam jogadas ali.
- E aí? Como eu me sai em provar que praias são legais?
- Ok, você se saiu muito bem - falei -, estou surpresa.
- Então concorda comigo?
- No que? - me levantei com minha bata na mão e tentando não perder minha pedrinha, me virei e Max estava de frente para mim.
- Que depende da pessoa que está com você.
- Talvez - sorri.
Voltamos o mais rápido possível para a praia e quando chegamos a Stella estava no mesmo lugar, mas Amélia já estava molhada então provavelmente a única que não se mexeu foi a Stella.
- E aí, o que rolou? - perguntei me sentando ao lado de Stella e pegando minha bolsa pra guardar minha pedrinha.
- Onde vocês estavam? - Sofh me perguntou.
- A gente... - parei ao levantar a cabeça e ver que todos estavam olhando para mim.
- A gente foi na rocha principal e nos jogamos que nem malucos na água. - Max explicou.
- Ãrrã - o pessoal fez junto.
- Que isso? Agora tem corinho, é? – perguntei.
- Não interessa, a parada é que a gente vai jogar vôlei - Amélia explicou -, o Carter falou com o senhor dono da barraquinha ali e ele vai nos emprestar a rede.
- Ele me emprestou um apito - a Lily falou toda animada com um boné grande na cabeça - Eu vou contar os pontos, uhul aé. - ela começou a dançar comemorando -, vai ser a batalha do século, meninas versus meninos.
Eu comecei a rir de sua animação.
- Não sei pra quê vão jogar, já sabem que nós meninos vamos ganhar mesmo - Carter provocou.
Como Stella adora uma provocação ela levantou e tirou sua bata ficando apenas de biquíni.
- Blair, levanta daí que eu quero ferrar mais ainda a cara do Carter - ela disse o encarando.
Levantei-me, rindo.
- Ok – falei.
Fomos para a rede, Lily ficou do lado de fora que determinamos a quadra.
- Só pra melhorar a situação de vocês - Carter jogou a bola para Sofh - podem começar.
- Então tá - Sofh falou indo para o fundo, eu e Stella ficando na defesa de frente para Dan e Carter, Amélia ficando no centro como Max e David.
Lily apitou dando inicio ao jogo, quem iria sacar era Sofia.
- Cuidado para não quebrar a unha - Dan gritou rindo.
- Pode deixar - Sofia garantiu sorrindo, ela quicou a bola duas vezes e sacou.
Max subiu a bola, Carter devolveu e eu defendi. Quando Dan devolveu só vi Sofh defendendo ao meu lado a bola e marcando um ponto.
Escutamos o apito.
- Ponto para as meninas - Lily gritou.
- Quebrou a unha? - Sofh perguntou.
- Não - Dan respondeu sorrindo -, agradeço a preocupação.
Ela se virou para mim e Stella, nós estávamos assustadas com a velocidade que a menina apareceu ali na rede.
- Me desculpe, eu roubei a defesa de vocês, mas eu queria dar o troco.
- Tá tranquilo - falei meio que rindo.
- Você marcou ponto, tá tranquilo, só fiquei surpresa com sua velocidade - Stella explicou.
- Dá pra começar ou tá difícil, suas molengas –Carter disse deixando Stella furiosa.
- Carter eu vou arrebentar sua cara - Stella gritou enquanto Amélia ria.
- Eu saco - Stella falou irritada - E hoje que o Carter vai ganhar uma cirurgia no rosto.
- Maninho, você vai poder ficar bonito - Lily falou rindo.
- Eu adoro essa garota - falei apontando para ela.
Stella sacou e começou a batalha, nos jogávamos na área(minhas unhas já estavam encharcadas de areia), Lily sabia até marcar faltas e as marcava. Nós já estávamos um pouco sujos, mas estava uma coisa tão gostosa de fazer que eu nem ligava para o cansaço.
Escutamos o apito de Lily.
- Está 10 a 8 para os meninos - ela falou.
- TOMEM - Carter gritou pulando no ombro do Max.
Começamos rir, até nós meninas. Divertimo-nos, isso que era importante.
- Licença - a gente escutou uma voz feminina vindo do outro lado da rede, o lado dos meninos. Olhei e vi uma ruiva falsificada, e muito mal falsificada, com um biquíni PPPequenininho. Ela estava querendo mostrar até coisas que não existiam.
- Vocês estão jogando vôlei? - ela perguntou se aproximando de David, enquanto sorria bem maliciosos.
- Não, querida, é futebol americano - Stella falou caminhando até David e ficando ao seu lado - Por quê? Quer tentar? Mas você vai ter que jogar sem equipamento, tá!
- Hum - a ruiva soltou e olhou para Carter que estava à direita de David, onde apareceu logo Amélia.
- Acho melhor você estar observando a rede - Amélia falou percebendo o olhar da ruiva para Carter.
Ela então passou para Max, ele era o solteiro dali, tirando Dan já que Sofh já estava ao seu lado. Sim, eu fiquei sozinha do outro lado da rede, já a Lily parecia torcer pelo barraco.
- E você, lindo? - a ruiva perguntou - Tá acompanhado? - ela estava prestes a passar a mão dela pelo ombro dele quando Max segurou seu pulso.
- Não, mas prefiro continuar assim.
- Quê isso, gato? - ela falou fazendo carinha de triste e sorrindo depois. Ok, isso foi a gota d' água. Caraca, ela estava atrapalhando meu jogo maneiro.
Eu atravessei por baixo da rede e fui em direção a Max e pulei em suas costas. Que bom que ele foi rápido para segurar minhas pernas ao redor dele se não eu teria caído.
- Oi - falei sorrindo e beijando sua bochecha, me virei para a ruiva -, perdeu alguma coisa?
- Na verdade acabei de achar - ela falou levantando uma sobrancelha -, acho que é você que perdeu algo.
- Na verdade só estou tomando conta do que é meu - falei colocando meus braços ao redor do pescoço de Max e apoiando minha cabeça neles, que estavam apoiados em seus ombros. Mas a gente vai fingir que eu não falei aquela parada, ok?!
- Mas enfim, você pode ir embora. Tipo agora, antes que arranje uma grande confusão com quatro namoradas ciumentas - falei sorrindo, ela ficou com aquela cara de ‘sou melhor que vocês’ e foi embora, quando vi que ela estava distante eu sai das costas de Max que se virou pra mim e sorriu
- Tenho Dona agora? - ele me perguntou cruzando os braços.
- Não sei? Tem? - perguntei inocente, vi que todos estavam me olhando. Menos Sofia que estava meio vermelha por eu ter dito quatro namoradas, ela incluída claro.
- O que? Ela estava perturbando nosso jogo.
- Entendi - Max falou rindo.
- Gente - Lily chamou -, a gente pode comer? Tô morrendo de fome.
- Claro - falei .
- Vamos ir para o shopping, a gente se enfia em um banheiro e nos arrumamos – Amélia explicou.
- Vamos sair do Sol, eu já estou dentro. - Stella disse até mais feliz.
- Esse assunto ainda não terminou - Amélia sussurrou no meu ouvido ao passar do meu lado em direção as bolsas.
Arrumamos tudo e voltamos para os carros.
- Posso ir com a Blair? - Lily perguntou a Carter.
- Se ela deixar pode - ele respondeu enquanto arrumava a porta malas.
- Posso Blair? - ela perguntou sorrindo.
- Claro - eu falei me abaixando e sorrindo para ela - Não tem problema ela ir conosco não, né, Max?!
- Não - ele falou.
Fui para o banco de trás junto com Lily e Sofia. Dan ficou no banco do passageiro ao lado de Max.
- Tô cansada - Lily falou quando Max já estava dando partida no carro.
- Você brincou muito na água? - perguntei
- Sim, David e Carter mergulharam comigo, foi rapidinho, mas muito legal. A Sofh também me ajudou a pular as ondas - ela falou rindo.
Eu sorri por vê-la tão contente. Ela deitou cabeça na minha bolsa que estava em meu colo.
- Posso ficar no seu colo - ela me perguntou e Sofh deu um sorriso.
- Claro, meu amor - peguei-a e a coloquei em meu colo, ela ficou com a cabeça encostada em meu ombro.
- Ela gosta muito de você - Sofh falou nos observando.
- Eu também gosto muito dela - eu falei isso tentando olha-la, mas a cabeça dela estava para trás - Ela dormiu mesmo?
- Sim - Sofh falou rindo -, ela realmente está muito cansada.
- Já estamos chegando - Max anunciou depois de um tempo
Ele estacionou o carro e eu tentei acordar a Lily, sem sucesso.
- Quer que eu a carregue? - Dan me perguntou ao sair do carro, Max ainda estava estacionando.
- Agradeço - falei rindo, ele a pegou do meu colo e eu ajeitei sua cabeça em seu ombro.
- Por que vocês duas não deixaram suas bolsas no carro - Max veio em nossa direção com sua blusa no ombro. Sim, ele ainda não tinha colocado a blusa.
- A gente vai se arrumar no banheiro - Sofh explicou.
- Por quê? Vocês estão muito bem assim - Dan disse olhando para gente.
Sofia abaixou a cabeça e sorriu.
- Cof cof - dei aquela tossida básica de fingimento, cara ele queria dizer VOCÊ TA LINDA ASSIM, SOFIA. Mas iria dar muito na cara - Então, obrigada Dan.
- Chegamos, minhas queridas pessoas - Amélia falou de dentro do carro.
- Que alegria - Stella bufou ao sair do carro.
- Então, vamos para onde? - Max perguntou enquanto colocava a blusa.
Por que você tá colocando?
CALA BOCA CONCIENCIA PERVERTIDA.
- Vamos para o Subway depois das meninas se trocarem - David falou - Lily dormiu?
- Sim - eu respondi.
- Vamos ter que acorda-la - Amélia disse -, ela não pode dormir molhada e ela também tem que comer algo. Eu li que crianças em fase de crescimento têm que comer na hora certa.
Carter sorriu e abraçou Amélia por trás.
- Já disse que te amo? - ele perguntou.
- Por que tá dizendo isso? - ela perguntou entre risos - Não que eu me importe, adoro ouvir isso.
- Isso aí - apontei para os dois - tá muito fofo, mas eu sou uma criança em fase de crescimento, então tenho que comer na hora. Então vamos embora.

E lá fomos nós em direção ao banheiro feminino, primeiro nós meninas iriamos nos trocar enquanto os meninos aguardavam no corredor e aí nós iriamos nos alimentar. Por que a garota aqui tá com muita fome.

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