domingo, 3 de janeiro de 2016

Capítulo 29 - Inexplicavelmente real

Capítulo 29
Inexplicavelmente real
- Blair Montello

Acordei com uma imensa dor de cabeça, não sabia por que, mas estava me perturbando.
- Bom dia, meu amor - minha mãe falou entrando no quarto.
- Bom dia - respondia me levantando.
- Tenho uma ótima noticia - ela falou sorrindo -, essa semana será sua última semana de aulas - ela disse dando pulinhos - E semana que vem será seu baile e depois a formatura.
- Como ficou sabendo disso?
- A coordenação da sua escola deixou recado na caixa postal.
- Hmm - soltei enquanto já escovava os dentes.
- Então - ela falou colocando algo na minha mesinha do notebook -, isso aqui é para ser usada com sabedoria - ela disse e saiu do quarto.
Fui até a mesinha e lá estava o cartão de créditos em meu nome, sim, eu tenho um cartão e não, eu nunca o uso.
- Aff - falei e voltei para o banheiro.
Depois de colocar minha blusa escrita "Eu estou com fome" e uma calça jeans e pôr minha jaqueta por cima da blusa eu desci para tomar meu café.
- Mãe, me arranja um remédio para dor de cabeça - pedi enquanto massageava as têmporas.
- O que houve? - meu pai perguntou.

- Só estou com dor - falei colocando a cabeça para trás.
- Você sempre fica assim quando não dorme direito.
Eu arregalei os olhos, eu teria dormido se o Max não aparecesse.
- Sim - falei fechando os olhos -, eu estava cansada e demorei para dormir.
Não era mentira, eu demorei, mas se o Max não tivesse aparecido teria dormido mais.
Minha mãe me entregou o remédio, tomei e comi algumas coisinhas.
Recebi uma mensagem do Max avisando que estava me esperando.
- Já vou indo - falei indo beijar minha mãe e meu pai - amo vocês!
Falei indo em direção à porta.
- Também te amamos - meu pai gritou enquanto eu saia.
Fui para o carro e sentei no banco do carona.
- Bom dia, Bl.. - dei um tapa na testa de Max o interrompendo – AI!
- Isso é por me deixar com dor de cabeça.
- Mas e... - dei outro tapa.
- Isso é por eu quase não conseguir dormir.
- Foi mal eu s... - dei um tapa eu seu braço.
- Isso ai é por eu quase falar tudo e quase matar meus pais do coração.
- Eu prometo qu... - o puxei pela gola e o beijei urgentemente, seus lábios também se prendiam nos meus de um modo inexplicável. Eles se juntavam e nada poderia separar, ele foi me envolvendo completamente em seus braços. Quando me dei conta esta sentada em seu colo.
- E isso é por fazer tudo isso e me deixar louca. - falei rindo.
- Eu te agradeço por me dar esta chance - ele falou descendo seus beijos dos meus lábios para meu queixo e depois para meu pescoço dando leves beijos, o que me encheu de arrepios.
- Acho melhor irmos para a escola - falei tentando não me perder nos arrepios que Max provocava em mim.
- Ãrrã - ele disse sem se desencostar de mim.
- Max – chamei o afastando.
- Ok - ele disse apertando seu braço ao redor dos meus joelhos, eu nem sabia que seu braço estava ai, e outro braço ao redor da minha cintura e me colocou no meu lugar novamente.
- Pode me explicar como eu fui para no seu colo?
- Coisas inexplicáveis acontecem a todo o momento.
Sorri e revirei os olhos, tapei minha cara com vergonha da idiotice e de sua cara ridiculamente linda.
- Seu retardado – falei com a voz abafada pela minha mão em meu rosto.
- Nem sou – ele falou e senti ele dando um beijo em minha bochecha.

(...)

- Semana que vem é o nosso querido baile de formatura – a diretora anunciou.
Estávamos no nosso último tempo, mas a diretora reuniu toda a escola no campo do futebol americano para dar os últimos avisos do ano, no meu caso, os últimos avisos da escola.
- E depois a colação de grau do terceiro ano – todos começaram a gritar que nem loucos, Amélia começou a gritar e bater os pés junto de Carter, eu gritei também. Mas ri do que gritei – Então nossos preparativos estão todos nas mãos das nossas líderes de torcida, como capitã, Luce Pennet – a diretora bateu palmas e quase todos acompanharam.
Stella começou a vaiar e a rasgar papeis de seu caderno, não me pergunte como ela pegou o caderno tão rápido, e jogar na direção dela. Como eu disse, quase todos bateram palmas.
- Muito bem, eu espero que mais peço a vocês que deem apoio as meninas, são apenas 15 meninas, precisam de ajuda de alguns meninos. Alguém se habilita a ajudar?
Houve silêncio...o silêncio reinou!
- Se alguém me arrastar pra isso, por favor, saibam que eu amo vocês – Carter sussurrou.
- Por mim, o time de basquete ajuda – Ben falou para diretora, ele estava lá na terceira fileira da arquibancada.
- Droga – Carter resmungou.
Quando Ben se ofereceu Luce deu um sorrisinho e abaixou a cabeça.
- Aquilo que eu vi foi um...
- Acho que sim – Amélia me interrompeu.
- Ela esta namorando o Ben já faz três semanas – Stella se abaixou e se meteu entre nós duas. Ela estava sentada uma fileira acima junto com David e eu, Max, Carter e Amélia na fileira abaixo.
- Como sabe disso? – perguntei confusa.
- Só por que não sou fofoqueira igual à Amélia – Ela apontou para mesma.
- Ei – Amélia reclamou.
- Calada - Stella mandou e continuou - Como eu disse, eles estão namorando faz três semanas, pelo menos faz três semanas que eu os vi se agarrando. Acho que eles procuraram um lugar deserto para namorar, mas acharam a calçada da minha casa – ela falou abaixando a cabeça para rir junto conosco.
- Esse pessoal não sabe que nessa cidade não se existe lugar deserto – Amélia falou ainda rindo.
- Você que pensa – Stella disse antes de se ajeitar em seu lugar, voltando a mirar a diretora.
- Nossa – falei entre risos e me virando para frente.
- Stella, temos que ter uma conversa sobre esses lugares desertos – Max falou sério se virando para trás.
- Que isso? – falei batendo em seu braço.
- Nada – ele falou rindo.
- Então, eu espero que vocês consigam um bom resultado, afinal a festa é de vocês – ela disse com seu sorriso meigo, só que não, no rosto. Nossa diretora não era tão ruim assim, era até que maneirinha, tirando seus gritos – Boa sorte e nos vemos novamente na colação de vocês. O pessoal do segundo e do primeiro ano, não fiquem tão tristes, se forem convidados por alguém do terceiro poderão participar do baile.
Ouvimos a comemoração do primeiro e do segundo ano encher meus ouvidos.
- Eu espero que vocês me convidem, pois eu já tenho par – ouvimos um grito e olhamos, a duas fileiras da nossa, estava Dan apontando para gente.
- Não prometo nada – Carter gritou enquanto ria.
- Vamos comprar nossos vestidos hoje, quer vir Sofia? – Amélia perguntou, eu me levantei e comecei a empurrar Max para sair.
- E você também vai, Blair Montello, nem pense em fugir. Eu sei que sua mãe mandou você comprar um vestido.
- Que saco – me sentei com a cara emburrada, sim, eu estou com a cara emburrada.
- E Stella, você tamb...
- Eu quero ir – Stella interrompeu Amélia enquanto guardando o caderno, que tinha usado as folhas para jogar em Luce, na mochila.
- OI? – Amélia perguntou junto a mim.
- É a Stella que está aí dentro? – Carter perguntou preocupado.
- Ela mesma, por quê? Alguém problema em eu querer estar bem vestida na nossa última festa?
- Nenhum – Carter falou levantando as mãos em modo de redenção.
- Nenhum mesmo – falei sorrindo, ato que ela retribuiu.
- Então vamos logo – Amélia falou, a arquibancada estava quase toda vazia, enquanto conversávamos a manada de pessoas ia se retirando do campo. – SOFIA – gritou a chamando.
- MEU NOME – Sofia respondeu se virando para nós, ela ainda estava sentada ao lado de Dan.
- Vamos comprar os vestidos?
- Tô dentro – ela falou levantando e correndo em nossa ligação.
- Trocado por um vestido – Dan falou vindo até nós, onde Sofia já se encontrava pulando ao lado de Amélia.
- Trocado por um vestido que vai ser usado por mim- ela beijou sua bochecha –, para dançar a noite inteira com você.
- Tá, eu aguento – ele falou rindo.
- Vamos usar seu carro – Stella falou – não vou pegar ônibus, não consigo dormir direito neles.
- OK, então vamos nessa.
- Olha, eu não gosto de trocar meu namorado por vestidos não - falei segurando o braço de Max - , então podem ir sem mim. Eu aceito numa boa ir de calça jeans.
- Meu bem – Stella falou colocando seu braço sobre meu ombro – Eu tô indo nessa porcaria de baile por causa do seu discurso inspirador, você vai comprar o vestido.
- Tá, eu vou –disse revirando os olhos.
- Você vai mesmo não querendo.
- Vamos logo – Sofia falou se direcionando a saída do campo.
- Carter – alguém chamou, e como todos nós nos chamamos Carter viramos  para saber quem era.
- Oi, Ben – Carter cumprimentou.
- Oi – ele falou parando em nossa frente – Olá, pessoal!
- Oi – eu falou junto de Sofia.
- Olá, Ben – Amélia falou sorrindo.
- Olá, oi ou tanto faz – Stella deu de ombros e continuou a caminhar para a saída do campo junto com David.
- Bem, se você puder ficar para ajudar na decoração do baile e tudo mais, e você Max e o Dan – Ben falou.
- Acho que vou ter que ficar, né – Carter coçando a cabeça.
- Por mim, tudo bem – Dan falou sorrindo como sempre.
- Você falou que o time iria ajudar, então eu fico – Max disse.
- Valeu mesmo – Ben falou alegre.
- VAMOS LOGO – Stella gritou da porta do campo.
- JÁ VAMOS – Amélia gritou de volta – Boa sorte na decoração!
- Boa – falei batendo continência e dando um beijo rápido em Max.
- Até amanhã – Max falou indo na direção da outra saída do campo.
- Poxa, queria a opinião do Dan – Sofia falou triste.      
- Que opinião o quê! A parada é o elemento surpresa – Amélia falou empolgada.
- Vai ser engraçada a cara deles – Sofia falou rindo e ficando com as bochechas vermelhas, eu apenas ri.
- Muito – Stella falou se intrometendo na conversa – Vamos logo, o David já até foi para casa.
- Ok, vamos logo sua chata – falei enrolando meu braço no dela e a puxando – Em direção ao além - disse rindo.

(...)

- Esse está lindo! Agora, por favor, vamos embora – reclamei para Amélia.
- Você está dizendo isso por que ficou perfeita no primeiro vestido – Amélia disse descendo do pequeno palco, de frente para um enorme espelho, que tinha dentro do provador que estávamos.
Amélia nos forçou, junto com Sofia, a irmos para uma loja bem chique de vestidos.
- Você ficou linda no primeiro – Stella reclamou passando as mãos com força no rosto.
- Ok, meninas, eu vou pegar o primeiro – Amélia disse voltando já vestida.
- Não, se você não vai ficar satisfeita não leve – Sofia falou.
- Ah, deixe-a ficar insatisfeita – Stella disse se levantando rápido e indo até Sofia.
- Stella! – chamei sua atenção.
- O quê? – ela falou como se não tivesse feito nada de errado.
- Amélia – fui até ela e a segurei pelos ombros –, de qual você gostou?
- Do terceiro – ela falou colocando os braços para trás e se balançando que nem uma criança.
- Stella, pega o terceiro – falei rápido- Vamos para o caixa agora.
- Beleza – Sofia falou pegando seu vestido.
Saímos do provador com Stella tendo um sorrisão no rosto por finalmente ter saído da cela, não, do provador. Enquanto caminhávamos em direção ao caixa Stella deu um pequeno gritinho e se afastou de nós.
- Oi, meninas – vi Diana acenando para nós.
- Oi – disse sorrindo –, vai ir para o baile?
- Claro que ela vai, com o namorado dela – Sofia falou rindo.
- Jake? – Amélia perguntou.
- Gente, achei uma máquina de refrigerantes – Stella falou começando a beber sua Pepsi .
- Sim, eu estou namorando o Jake - Diana disse e vi pelo canto do olho Stella forçar para engolir e começar a se engasgar.
- Você o quê? – perguntei confusa e vendo Amélia bater nas costas de Stella.
- Ele me pediu ontem em namoro – Diana falou olhando para o chão.
- Ela fica envergonhada o tempo todo – uma de suas amigas diz chegando próximo de nós.
- Olá, sorriso sádico que estava de gato – falei para a pessoa sorridente, me lembrava ao Dan, só que ela conseguia ser mais sorridente.
- Oi, pessoa do arco - ela disse sorrindo e estalando os dedos e apontando para mim.
- O branco dos seus dentes tá doendo meus olhos – falei rindo.
- Oh, me desculpe - ela botou a mão tampando sua boca.
- Eu tô brincando – falei rindo enquanto vi Stella começar a se recuperar.
- Ah, ok – ela voltou a sorrir.
- Bem, temos que pagar nossos vestidos logo, já são 19h. – anunciei.
- Sério?!- Stella perguntou – Por que será que demoramos tanto? – perguntou se recompondo e virando para Amélia.
- Foi mal, chata – Amélia disse e pegou nossos vestidos para ir pagar.
- Tchau, meninas – Diana falou indo embora.
- Tchau – falei acenando.
- Então, que tal um sorvete? – Sofia sugeriu.
- Eu vou ter que aceitar, e a Amélia vai pagar – Stella deixou claro e eu, obviamente, apoiei.

(...)

- Querido, viu o vestido da Blair? – minha mãe perguntou ao meu pai enquanto descia a escada.
Ela tinha acabado de pirar vendo o meu vestido, não era grande coisa, mas em mim até que ficou bem maneiro.
Meu celular começou a tocar, o peguei da minha mesinha e me joguei na cama.
- Olá, pessoa que tem meu número – falei após o atender.
- Por acaso tem tanta pessoa assim que tem seu número?
- Nem sei, às vezes esqueço pra quem dei meu número.
- É mesmo?
- É sim, afinal, quem é você?
- Eu achei que você já tivesse descoberto – ele falou com uma voz mais rouca.
- Pior que não – falei rindo –, me dá alguma dica.
- A gente se viu hoje.
- Vi muita gente hoje.
- Você me beijou hoje.
- Beijei tanta gente ho...
- COMO É?! – gritou me interrompendo.
- ...je na bochecha, pessoa que não me deixa terminar a frase.
- Ok...Você só pode fazer coisas inexplicáveis comigo.
- Max, você é tão ridículo.- falei no inicio de uma risada.
- Caramba. Como você é esperta, acertou meu nome!
- BOBÃO – gritei rindo.
- Te amo – ele falou sério.
- Que coisa clichê para se falar com a namorada, e por telefone.
- Ok, vou melhorar isso – ele ficou em silêncio por algum tempo.
- Demora tanto assim? – perguntei depois de uns 10 segundos.
- Eu realmente não posso te perder – ele falou calmo.
- Melhorou considerável – falei com um sorriso bobo.
- Você sabe que essa conversa já é clichê demais, né?! - ele disse rindo.
- Um pouco de clichê não mata, deixa de ser chato!
- Tudo bem, mas eu queria saber do seu dia.
- Consegui comprar meu vestido – disse sentando na cama e colocando uma almofada em meu colo.
- Como ele é? – perguntou curioso.
- Só saberá no dia da festa – falei sorrindo.
- Que injustiça.
- Muita – falei entre risos – E como foi o seu dia?
- Até que a Luce está mais suportável, conseguimos decorar metade do salão.
- E qual o tema?
- Vou te pagar na mesma moeda, apenas no dia.
- Vingança cruel.
- Eu sei!

(...)

- OK, EU CONFESSO QUE VI DIÁRIO DE UMA PRINCESA 2 – Stella confessou em um grito.
- Eu sabia – Amélia falou rindo.
- Obrigatoriamente? – Max perguntou a Stella.
- Não, eu quis ver e gostei - ela continuou a confessar.
- Ok, agora você roda a garrafa – Carter falou para Stella.
Estávamos matando aula, sim, matando aula. Pode dizer ”Ai Meu Deus, como eles são vida louca”. Sim, somos mesmo. Para não sermos descobertos pelos inspetores que ficavam rondando a escola estávamos sentados em baixo da arquibancada da quadra de basquete.
- Ok - ela disse e rodou a garrafa.
A bosta da garrafa caiu em mim e Amélia
- Verdade ou desafio, minha linda? – Amélia me perguntou piscando loucamente.
- Verdade – dei de ombros.
- Sabe que sou chata - avisou
- Ah, droga! – tampei meu rosto.
- O que sentiu o seu primeiro beijo com Max?
- Essa eu quero ouvir – Max falou se virando para mim.
- Paixão e muita loucura, satisfeita?
- Só de deixar você vermelha?! Muito – completou sorrindo e fazendo biquinho.
Rodei a garrafa e caiu em David e Carter.
- Ok, cara, vai de quê? – Carter perguntou.
- Desafio –David respondeu sem nem mesmo pensar.
- Te desafio a comer carne crua – Carter falou e as meninas reclamaram.
- Que nojo – Amélia falou.
- Aceito – David deu de ombros.
- Cara, hoje eu não te beijo mais – Stella falou – E lave a boca com álcool!
- E depois taca fogo, pra limpar direitinho – Max sugeriu.
- Então vamos lá campada de mal amados – Carter disse se levantando em um pulo.
- Somos muito bem amados, Carter – falei revirando os olhos.
- Eu sei, é que não tinha o que falar – Carter fez uma careta para mim.
- Vou fazer roteiros pra gente, aí você não fala essas besteiras – falei colocando uma mão em seu ombro.
- Tô esperando - Carter falou sorrindo.
- Faz um roteiro sem falas do Carter – Stella sugeriu enquanto nos levantávamos.
- Engraçadona! – ele riu sem humor.
- Eu sei –ela respondeu sorrindo.
- Onde vamos arranjar carne crua? – Max perguntou.
- Na cozinha – David respondeu.
- Da onde? – perguntei confusa.
- Da escola? – Amélia perguntou parecendo mais confusa que eu.
- Isso aí – Carter falou.
Começamos a andar em direção a cozinha chegando à porta deixamos as mochilas no chão.
- Eu vou ficar aqui, não quero ver a cena – Stella falou.
- Também te amo muito – David falou beijando sua testa.
Entramos na cozinha e nos jogamos no chão.
- Hoje vai ter alguma fruta? – ouvimos uma mulher falar.
Arrastamo-nos separadamente para alguns armários que havia lá e fomos para trás deles.
- O plano é o seguinte – Carter começou a falar –, Amélia vai ficar vigiando o frigorifico enquanto o restante entra e testemunha a coisa nojenta que ira acontecer.
- Tá – falei e continuamos engatinhando pela cozinha bem devagar, várias vezes quase fomos vistos, mas nada que não conseguíssemos superar.
- É agora – Carter falou e correu para o frigorifico ao sinal de positivo de Amélia.
Logo depois fui eu, entrei no frigorifico e Carter estava vasculhando as gavetas.
- Que fria! – Falei esfregando os braços.
- Que carne vou comer? – David perguntou entrando no frigorifico.
- Essa – Carter pega um pedaço com as pontas dos dedos.
- Você realmente vai comer?  Max pergunta entrando encostando a porta do frigorifico.
- Vou – David pegou o pedaço e tacou na boca enquanto Carter gargalha e eu fechava os olhos.
- Isso pode ter vermes, David – falei com nojo.
- Agora já foi – Max diz rindo.
- Tem gosto de pato, aqui tem carne de pato? – David perguntou confuso.
- Não sei, não tinha etiqueta na carne – Carter disse ainda rindo e Max o acompanhou.
- Eu não quero saber mais disso, agora vamos embora – falei com nojo.
- Deixa eu conseguir...respirar – Fala Carter ainda rindo.
- Lerdo – resmungo e começo a abrir devagar a porta do frigorifico quando vejo Amélia fazendo um sinal desesperado – O quê? – sussurro.
Ela move os lábios “Avelha tá indo”.
- Tem uma velha vindo pra cá – falo entrando e esparrando nos três.
- Se escondam – Carter fala indo para trás de um armário.
- Nossa, no desespero ele cabe até atrás do armário – David fala tranquilo indo em direção a outro armário.
Se eu não estivesse tão desesperada eu riria, mas eu estou desesperada. Sinto um puxão pelo braço segundos antes de escutar a porta do frigorifico ser aberta. Max havia me puxado para dentro de um dos armários. Nós dois coubemos perfeitamente ali dentro em pé, meio tortos, mas deu para o gasto.
- Você está linda – Max sussurra em meu ouvido.
- E isso lá é hora para falar uma coisa dessas? – perguntei sussurrando de volta em seu ouvido.
Por ele ainda estar com sua boca encostada em meu ouvido sinto seus lábios tomarem a forma de um sorriso, aquele tipo de sorriso conquistador.
- Não tem hora para demonstrar amor, minha querida – ele fala e me puxa pela cintura começando a me beijar, o desespero de estar se escondendo ou qualquer outra coisa somem sem deixar rastros.
Envolvo os meus braços em seu pescoço e sinto seus braços se envolvendo totalmente em meu corpo, chegando a me levantar um pouco. Ele ia aprofundando o beijo a cada segundo, eu não pararia por nada aquele momento. Mas ouvimos batidas na porta do armário
- Vamos casal top – Carter fala batendo na porta.
Max ainda estava de olhos fechados com os lábios beijando meu pescoço.
- Ok – ele fala para Carter
Saímos com Max ajeitando o cabelo, acho que sem querer o baguncei.
- Não podemos dar mole para você – Carter fala rindo acompanhado de David, eu me posiciono entre eles e dou um tapa forte no ombro dos dois.
- Calados – mandei.
Dessa vez Carter que vai para a porta e verifica o perímetro da cozinha com Amélia, ele se vira devagar.
- Querem correr? Aí saímos logo do lugar abominável – ele diz e começa a rir – Ou não tanto, né, Blair?! – ele fala e eu só levanto a mão um pouco em posição para lhe dar um tapa – Parei.
- Vamos logo – David que estava atrás de mim me empurra, que terminou na jogada do dominó, empurrou o primeiro todos caem.
Carter terminou sendo jogado para fora do frigorifico, ele olhou para os lados e começou a correr para a saída, os seguimos e Amélia foi a ultima a começar a correr. Chegamos à porta da cozinha arfando e Stella sentada na porta meditando.
- O que houve? - ela perguntou fazendo uma careta engraçada
- Comi carne de pato – David falou sentando ao lado dela.
- Retardatário – ela diz e volta a meditar.
- Sério, isso foi muito engraçado – falei entre risos e todos me acompanharam –, mas também foi nojento.
- É a vida – David afirma.

(...)

- Finalmente é a semana do baile – Amélia fala enquanto pula.
As aulas acabaram semana passada e estávamos todos reunidos na pizzaria do Charles, quando digo todos estou falando da cambada toda. Estávamos só curtindo o tempo, amanhã que seria a grande festa de comemoração e no outro dia seria nossa colação de grau.
- É amanhã, né! – afirma Stella enquanto tomava seu refrigerante.
- Sim – Amélia fala animada.
- Posso falar com você? – Max sussurra em meu ouvido.
- Claro – falo e ele se levanta e eu o sigo até uma mesa mais afastada.
- Aqui está – ele me entrega um envelope.
- O que é isso? – pergunto enrugando a testa.
- Abra – eu abri o envelope e era da faculdade de Yale.
- Você foi aceito – falei sorrindo e o abraçando – Meus parabéns!
- Obrigado, queria que fosse uma das primeiras a saber, sobre a carta de admissão.
- Fico honrada – digo sorrindo – Ela fica em New Haven – ele assentiu –, do outro lado do país.
- Sim, terei que ficar nós dormitórios.
- Entendi – concordo.
- Mas a coisa boa é que Yale segue quase o mesmo cronograma que Oxford – ele disse e eu em assusto – Poderemos nos ver em todas as férias – ele finaliza e eu pulo em cima dele.
- Eu não posso acreditar que tudo isso é real.
- Acredite, por que eu acredito que você é real, não posso me deixar enganar pelos meus sonhos – eu o encaro – Sempre sonhei com uma garota que nem você, não, isso é mentira. Nunca consegui sonhar com uma garota tão perfeita assim, e aí me vem você. Eu não posso achar que isso é um sonho, não me permito achar isso. Eu quero você, isso tudo tem que ser real.

- E é – falo e o beijo – Tudo é real.

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